NÃO PODEMOS MUDAR O MUNDO, MAS…
Sempre tentei incutir na minha vida ideais, valores, princípios que considero “bons”. Confesso que nem sempre consigo. Parece que os humanos não são perfeitos. E a dualidade entre o bem e o mal, entre o bom e o mau nem sempre tem uma fronteira rígida, que delimite os nossos comportamentos num só campo estanque.
Quando tudo na nossa vida flui, quer pessoal quer profissionalmente,( Ética e Deontologia ) é mais fácil deixarmo-nos guiar por tudo em que acreditamos. É mais fácil lutarmos contra aqueles que andam no sentido errado (embora estes sentidos sejam tão subjectivos…).
O pior dá-se quando temos uma perda, quando nos provocam tristeza, quando não conseguimos alcançar os nossos objectivos e metas, quando a vida de repente fica do “avesso”. Nestas alturas podemos ter tendência para baixar os braços. Afinal, aquilo em que sempre acreditámos não ajuda e ficamos com a sensação de solidão num mundo de egoísmo.
Temos duas hipóteses. Juntamo-nos ao adversário e deixamos de agir? Afinal, “se não podes vencê-los junta-te a eles” é um ditado que ouvimos vezes sem conta ao longo da vida. Não será mais fácil? A outra hipótese é a verticalidade das nossas atitudes. É difícil mantermo-nos fiéis aos nossos princípios quando tudo corre mal. Mas não trará também maior recompensa?
Pois bem, a vida é um caminho cheio de obstáculos, onde as decisões são difíceis, diria até tortuosas, por vezes. E a escolha é sempre nossa. Podemos mudar o mundo? Não, não podemos. Podemos apenas ir mudando o nosso mundo, em casa, com a família, com os amigos, no trabalho, com os colegas, com o vizinho, até mesmo com os desconhecidos que vamos encontrando diariamente e que nunca deixarão de ser desconhecidos! A mudança do nosso mundo é uma busca autêntica e verdadeira da perfeição. Talvez a única para que somos capazes de contribuir. É uma perfeição que não depende só de nós e por isso é uma mudança contínua e permanente. Infinita… Se cada um de nós mudar o seu mundo, a busca da perfeição será mais fácil, no limite. E antes de tudo, se cada um de nós mudar o seu mundo, haverá seguramente pessoas mais