A história que venho relatar aqui fala de ética ou falta da mesma e as suas consequências.
Trabalhei numa empresa durante 36 anos, à qual ajudei a crescer, empresa essa que faria hoje em dia cerca de 70 anos de existência.
O fundador da empresa, com a idade a pesar, pois tem hoje por volta dos 88 anos. Uma vez, que tem dois filhos resolveu passar os destinos da empresa, para os ditos filhos na altura teria ele aí 75 anos.
Cabe aqui dizer, que quando comecei a trabalhar a empresa só tinha uma representação de marca de automóveis. Era apenas um pequeno concessionário com instalações no Porto e Braga. Com o tempo a empresa cresceu solidificou-se e quando o pai passou o testemunho aos filhos, já cobria o norte do pais e tinha dezassete marcas das quais era concessionário isto na área do comercio e reparação e ainda tinha na área da indústria uma empresa de construção de carroçarias, contentores, caravanas de campismo e industriais. Ou seja um pequeno império com mais de 500 funcionários.
Os filhos passados 2 ou 3 anos de estarem à frente das empresas, resolveram dividir as empresas que ficariam a dirigir. O mais velho ficou com Trás - dos - Montes e Minho e o mais novo com Porto, Matosinhos, Gondomar e Vila Nova de Gaia. O mais novo talvez por não ter “estaleca” para dirigir as empresas resolveu arranjar uma parceria com outra empresa também conceituada da nossa praça.
Então, o filho mais novo viu-se com um grande problema para resolver, tinha de dar explicações a sócios ainda que minoritários, mas era um entrave uma vez que a outra empresa que queria fazer a parceria, não queria os sócios, nem tão pouco o pessoal antigo, uma vez que existiam muitos funcionários com mais de 20 anos de empresa e mais de 50 anos de idade.
Na verdade, começou o pesadelo de muita gente, incluindo os tais sócios que foram os primeiros a serem “despachados” sem apelo nem agravo. Na verdade queixaram-se de falta de ética em toda a negociação. Imaginem, onde estava a ética, a quando da negociação com os outros funcionários, chamo negociação mas forçada claro. Para o patrão era negociação para os funcionários era uma constatação que tinham de se sujeitar, uma vez que alguns funcionários se não a maioria diziam que aceitavam porque não se queriam chatear, uma vez que primeiro estava a saudinha. Assim o Sr. lá foi despachando um a um com metade do que tinham direito e outros houve que nem metade levaram e grão a grão encheu o papo e levou a água ao moinho dele.
No meu caso pessoal, fui vítima de Mobbing e perseguição laboral desde 2003, nos últimos anos a perseguição começou a ser mais requintada, instauraram-me um processo disciplinar e resolveram despedirem-me. Eu, como acho que não existe fundamento para ser despedido, resolvi impugnar o despedimento e ir para tribunal o que está a decorrer.
Uma conclusão tenho tirado, durante a minha vida a ética tem várias maneiras de ser interpretadas à quem diga, por vezes é pouco ético, mas necessário e assim vai o mundo.
Trabalhei numa empresa durante 36 anos, à qual ajudei a crescer, empresa essa que faria hoje em dia cerca de 70 anos de existência.
O fundador da empresa, com a idade a pesar, pois tem hoje por volta dos 88 anos. Uma vez, que tem dois filhos resolveu passar os destinos da empresa, para os ditos filhos na altura teria ele aí 75 anos.
Cabe aqui dizer, que quando comecei a trabalhar a empresa só tinha uma representação de marca de automóveis. Era apenas um pequeno concessionário com instalações no Porto e Braga. Com o tempo a empresa cresceu solidificou-se e quando o pai passou o testemunho aos filhos, já cobria o norte do pais e tinha dezassete marcas das quais era concessionário isto na área do comercio e reparação e ainda tinha na área da indústria uma empresa de construção de carroçarias, contentores, caravanas de campismo e industriais. Ou seja um pequeno império com mais de 500 funcionários.
Os filhos passados 2 ou 3 anos de estarem à frente das empresas, resolveram dividir as empresas que ficariam a dirigir. O mais velho ficou com Trás - dos - Montes e Minho e o mais novo com Porto, Matosinhos, Gondomar e Vila Nova de Gaia. O mais novo talvez por não ter “estaleca” para dirigir as empresas resolveu arranjar uma parceria com outra empresa também conceituada da nossa praça.
Então, o filho mais novo viu-se com um grande problema para resolver, tinha de dar explicações a sócios ainda que minoritários, mas era um entrave uma vez que a outra empresa que queria fazer a parceria, não queria os sócios, nem tão pouco o pessoal antigo, uma vez que existiam muitos funcionários com mais de 20 anos de empresa e mais de 50 anos de idade.
Na verdade, começou o pesadelo de muita gente, incluindo os tais sócios que foram os primeiros a serem “despachados” sem apelo nem agravo. Na verdade queixaram-se de falta de ética em toda a negociação. Imaginem, onde estava a ética, a quando da negociação com os outros funcionários, chamo negociação mas forçada claro. Para o patrão era negociação para os funcionários era uma constatação que tinham de se sujeitar, uma vez que alguns funcionários se não a maioria diziam que aceitavam porque não se queriam chatear, uma vez que primeiro estava a saudinha. Assim o Sr. lá foi despachando um a um com metade do que tinham direito e outros houve que nem metade levaram e grão a grão encheu o papo e levou a água ao moinho dele.
No meu caso pessoal, fui vítima de Mobbing e perseguição laboral desde 2003, nos últimos anos a perseguição começou a ser mais requintada, instauraram-me um processo disciplinar e resolveram despedirem-me. Eu, como acho que não existe fundamento para ser despedido, resolvi impugnar o despedimento e ir para tribunal o que está a decorrer.
Uma conclusão tenho tirado, durante a minha vida a ética tem várias maneiras de ser interpretadas à quem diga, por vezes é pouco ético, mas necessário e assim vai o mundo.
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