terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Ética e Deontologia

No meu entender, podemos constatar a existência de várias diferenças entre aquilo que é a Ética, e as suas diferenças para com a Deontologia, ou seja:
A Ética é uma palavra/expressão com origem grega, ethos, e representa o nosso modo de ser, o nosso carácter; a ética em alguns casos, considerado um sinónimo da “moral”; tudo reverte aos famosos “bons costumes”; usamos a ética consoante os princípios de determinadas acções; é um padrão moral de comportamento sob o qual grande parte das pessoas actua ou pelo qual se rege.
Considera-se errado considerar que a ética tenha força de Lei; efectivamente a ética acaba por ser apenas um padrão de comportamentos que consideramos assertivos e socialmente aceites; a Lei rege-se por padrões éticos, e tenta adaptar-se à sociabilização que a própria ética impõe.
Acredito que o facto de vivermos numa sociedade, obriga-nos a determinados tipos de comportamento, veiculados por crenças religiosas ou até mesmo pela própria noção de liberdade; a forma como nos prestamos a esse mesmo comportamento, como gerimos essa aparente liberdade, tem a ver com a noção intrínseca de ética que assimilamos ao longo dos nossos anos, desde a infância à idade adulta.
Por outro lado, já se considera que a Deontologia acaba por ser a profissionalização da própria ética ou seja: é através da deontologia que estabelecemos um determinado código de conduta, dentro de famílias profissionais, os quais especificam as condutas permitidas ou proibidas, e estabelecem deveres e obrigações. Em meados do século passado, surgiu nos Estados Unidos o primeiro código deontológico, sendo o mesmo aplicado à comunidade médica.
Nesse documento, procurou-se estabelecer parâmetros de actuação para esta classe; o que está certo? O que está errado? Conforme nos deveremos comportar em determinada situação? Espera-se que estes documentos estabeleçam uma conduta que seja seguida por toda a comunidade, no sentido de evitar todo o tipo de contrariedades, desde tipologias diferentes de actuação, até ao acto isolado, devido às convicções pessoais de cada um. Qualquer médico pode considerar que a eutanásia é um método eficaz de terminar a vida de determinado paciente que está em situação vegetativa; no entanto, como o seu código deontológico proíbe tal prática, o médico não aplicará a eutanásia ao paciente, mesmo que concorde com ela.
Assim, temos a grande diferença entre ética e deontologia: os meus códigos de éticas pessoais, a minha forma de encarar as situações e os comportamentos, pode não ser a mesma que esteja tipificada no código deontológico aprovado pela minha ordem profissional.
Esta diferença não é factor de desmotivação, mas sim de engrandecimento pessoal e profissional; poder questionar e discutir estas situações faz parte da génese humana. Como todos sabemos, em muitos casos, os princípios éticos das pessoas podem alterar-se com o passar dos anos ou de acordo com as situações experienciadas. A nossa ética pessoal pode ser mutável, não é uma opinião tipicamente sólida.
Por estes motivos, creio ser comum assistirmos cada vez mais ao aparecimento de código de deontologia definidos e tipificados em diversas ordens profissionais. Criar uma opinião e uma forma de actuação conjunta e de certa forma única, com o intuito de não promover a injustiça ou ilegalidade num conjunto de actuações por parte dos seus membros, quando a sua ética pessoal difere de alguns princípios da sua deontologia profissional, mesmo quando hajam entre os membros, diferenças acentuadas no campo da cultura e inserção social.
Ao fazer esta formação (Ética e Deontologia Profissional), um dos nossos objectivos, entre outros, seria alcançar a perfeição, mas como esta é muito relativa, pois o que é perfeito para mim poderá não ser para o próximo, tentarei atingir a EXCELÊNCIA.

Trabalho realizado por: Patrícia Sousa.

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