O que é Mobbing?
Debatemos na nossa formação o significado de Mobbing, e todas as suas características. Foi sem duvida um dos pontos focados na formação que mais me “chamou à atenção”, pois para mim, era um termo desconhecido, mas, após o desenvolvimento dos nossos "debates", cheguei à conclusão que, embora não conhecessem o “termo” conhecia o seu conteúdo.
Mais impacto teve esse tema, devido ao facto de termos casos da Mobbing presentes na sala.
Como tal vou fazer de seguida uma descrição do seu significado:
Mobbing ou também designado por Assédio Moral retrata o “relacionamento hostil e imoral praticado directamente de uma forma sistemática por um ou mais indivíduos contra outro indivíduo que acaba por se encontrar numa posição indefesa”.
Mobbing deriva do verbo inglês to mob, que significa em Português: tratar mal alguém, rodear, cercar, tumultuar…
O substantivo mob, de onde provem o verbo, significa, multidão, populaça, gentalha...
Daí, colocando no contexto mais racional da organização empresarial, o termo Mobbing vem significar Assédio moral ou sexual no ambiente laboral também conhecido por terror psicológico.
Sob pesquisa encontrei uma lista das principais atitudes hostis utilizadas pelos assediadores, tais como:
Factor 1 - Deterioração propositada das condições de trabalho, nomeadamente:
Retirar à vítima autonomia; Não lhe transmitir mais as informações úteis para a realização de tarefas; Contestar sistematicamente todas as suas decisões; Criticar o seu trabalho de forma injusta ou exagerada; Privá-la do acesso aos instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador... ; Retirar o trabalho que normalmente lhe compete; Dar-lhe permanentemente novas tarefas; Atribuir-lhe propositada e sistematicamente tarefas inferiores às suas competências; Atribuir-lhe propositada e sistematicamente tarefas superiores às suas competências; Pressioná-la para que não faça valer os seus direitos (férias, horários, prémios); Agir de modo a impedir que obtenha promoção; Atribuir à vítima, contra a vontade dela, trabalhos perigosos; Atribuir à vítima tarefas incompatíveis com sua saúde; Causar danos no seu local de trabalho; Dar-lhe deliberadamente instruções impossíveis de executar; Não levar em conta recomendações de ordem médica indicada pelo médico do trabalho; Induzir a vítima ao erro.
Factor 2 - Isolamento e recusa de comunicação.
A vítima é interrompida constantemente; Superiores hierárquicos ou colegas não dialogam com a vítima; A comunicação com ele é unicamente por escrito; Recusam todo o contacto com ela, mesmo o visual; É posta separada dos outros; Ignoram a sua presença, dirigindo-se apenas aos outros; Proíbem os colegas de lhe falar; Já não a deixam falar com ninguém;
Factor 3 - Atentado contra a dignidade.
Fazem gestos de desprezo diante dela (suspiros, olhares, levantar de ombros...); É desacreditada diante dos colegas, superiores ou subordinados; Espalham rumores a seu respeito; Atribuem-lhe problemas psicológicos (dizem que é doente mental); Zombam de suas deficiências físicas ou de seu aspecto físico; é imitada ou caricaturada; Criticam a sua vida privada; Zombam de suas origens ou nacionalidade; Implicam com as suas crenças religiosas ou convicções políticas; Atribuem-lhe tarefas humilhantes; É injuriada com termos obscenos ou degradantes.
Factor 4 - Violência verbal, física ou sexual.
Ameaças de violência física; Agridem-na fisicamente, mesmo que de leve, é empurrada, fecham-lhe a porta na cara; Falam com ela aos gritos; Invadem sua vida privada com ligações telefónicas ou cartas; Seguem-na na rua, é espionada diante do domicílio; Fazem estragos no seu automóvel; É assediada ou agredida sexualmente (gestos ou propostas); Não levam em conta seus problemas de saúde.
Respeitante às consequências das vítimas de assédio moral estas estão directamente ligadas com factores que se relacionam com a intensidade e a duração da agressão.
As consequências específicas em curto prazo pelas vítimas do assédio moral são o Stress e a ansiedade combinados com o sentimento de impotência e de humilhação. Destes prejuízos decorrem perturbações físicas, tais como o cansaço, o nervosismo, os distúrbios do sono, as enxaquecas, distúrbios digestivos, dores na coluna, etc.
Diga-se que tais perturbações seriam uma autodefesa do organismo a uma hiper-estimulação e a tentativa de a pessoa adaptar-se para enfrentar a situação.
Agora deixo uma questão no ar…
Com a crise actual, e com a quantidade de desemprego que há no nosso país… Até que ponto se consegue “suportar” tal situação? Quais serão os limites?
Continuação de uma excelente semana,
Beijinhos e abraços
Isabel S.
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